A empatia, a escuta ativa e o amor: Habilidades que transformam as relações interpessoais


A ciência durante muito tempo nos mostrou o quanto deveríamos ser racionais e precisos, e que para todas as questões deveríamos ter uma resposta concreta e verdadeira, sendo está absoluta, porém, com a globalização e as relações interpessoais, essa mesma ciência que dividia o cérebro das emoções, nos chama atenção para um recente conceito, onde as emoções exercem papel fundamental em nosso cérebro, logo não podemos mais desvinculá-las do processo de aprendizagem, pelo contrário, agora ela é peça chave neste quebra cabeça.


Habilidades como empatia, escuta ativa e o amor, já possuem uma nova concepção no aprendizado, essas podem ser desenvolvidas através de estímulos e conexão com o outro, tanto as relações intrapessoais e interpessoais necessitam desses sentimentos, sem eles as relações ocorre de maneira incompleta, de acordo com Martí (2002), “a empatia é a habilidade que nos permite estar conectados com os sentimentos dos outros e saber dar a eles respostas adequadas”. É a capacidade de “nos colocarmos no lugar do outro”, ou seja, ela é capaz de modificar as relações, transportando o sujeito para fora de si mesmo e fazendo com que esse sujeito ocupe o lugar do outro, ativando a potência de sentir e agir, compreendendo com mais clareza o outro indivíduo. A empatia é uma habilidade que quando despertada e cultivada é capaz de promover um novo olhar sobre a própria subjetividade e a subjetividade do outro, através dela é possível cultivar relações mais saudáveis e estabelecer vínculos mais amorosos e duradouros, permitindo a apreciação das motivações, medos, habilidades e limites de si mesmo e do outro sem julgamento prévio, promovendo uma conexão com aquilo que é externo, porém que nos toca, condição primordial para um aprendizado significativo.


Envolver um indivíduo no aprendizado requer envolvê-lo por completo, seu intelecto, porém também todos seus sentimentos e emoções, todos os mestres são capazes de promover um aprendizado holístico, aprendendo as emoções e escolhendo o amor como caminho efetivo que estará formando para a vida adulta e não somente para vida intelectual acadêmica, quando professores e mestres se derem conta de que a função emocional e o amor são excelentes ferramentas de transformação pessoal e interpessoal terão descoberto um grande antídoto para tantos males na educação e no mundo.


Fernanda Oliveira

Pedagoga

Extraído do livro Compêndio de Materiais didáticos.


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